sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sexo e namoro



A palavra namoro perdeu o sentido inicial de despertar amor, de criar situações para o conhecimento entre os parceiros.

Namorar era envolver-se com o outro no sentido de perceber as afinidades ou as incompatibilidades entre o casal. 

Hoje, isto parece remoto e ridículo. Não se namora mais, “fica-se”, atitude muitas vezes traduzida na primitiva expressão “catar”.

 Esta última dá a nítida impressão de que a 
menina foi “catada”.

Com o espiritismo, sabemos que estamos na Terra para o progresso espiritual.

Todas as oportunidades da vida material devem ser, pois, consciencialmente transformadas em degraus evolutivos. 

Assim, nossa vida afetiva, especialmente, é ponto crucial para esse objetivo.

Com Kardec, aprendemos que a poligamia significa atraso moral, pois o poligâmico preocupa-se apenas consigo mesmo, desrespeitando o sentimento de sua parceira.

É a vitória do orgulho e do egoísmo, que aí encontram mais um estímulo para se cristalizarem no coração humano.

Em contrapartida, a monogamia desperta no casal o estímulo para a construção da vida a dois e, ao longo dos tempos, superando as crises, as diferenças individuais, vai harmonizando-se, construindo um amor sereno e profundo que traz a felicidade pelo amadurecimento espiritual.

O ato de “ficar”, que vai do simples beijo a relação sexual, nada mais é do que a banalização do desrespeito ao ser humano, que é usado e jogado fora como algo descartável, facilmente substituível.

 Troca-se de parceiro como quem troca de roupa, sem se deter sequer no tipo de sentimento que se provocou no outro. E nem em si mesmo...

Os jovens não dão tempo para o jogo da conquista, para o despertar dos sentimentos antigos que vêm do passado remoto, de outras encarnações, quando se prometeram um ao outro.

 E depois choram por não encontrar um parceiro digno do seu amor... O “ficar” não apenas desestimula um relacionamento mais profundo como alimenta a infidelidade, que aumenta suas estatísticas nos casamentos.

O jovem e o namoro

Muitos jovens se vangloriam de “ter ficado” com quatro ou cinco parceiros numa só noite!

 Não têm nenhuma idéia da necessidade de preservação de sua própria integridade moral, física e espiritual. 

Uma vez perguntaram a Chico Xavier o que ele achava do amor livre. E ele surpreendeu a todos ao responder que era a favor. “O amor deve ser livre, porém o sexo não”, completou. E ensina-nos Emmanuel: sexo, só com a responsabilidade do lar constituído.

Eis que o amor é muito mais que sexo.

E sexo não se limita ao prazer periférico a que as criaturas o estão reduzindo. Sexo é transfusão não só de hormônios, mas de energia criadora, não apenas a que gera os descendentes, mas que cria laços energéticos entre os parceiros, ligando-os entre si. 

O sexo também cria obras científicas e artísticas, cria o bem e o belo, quando é submetido ao amor, sua fonte beneficiadora.

Sexo com amor e responsabilidade constrói. O sexo aviltado destrói, provocando desde as doenças sexualmente transmissíveis como a Aids até os crimes que apavoram a sociedade.

O jovem de hoje passa pelo difícil teste de ter responsabilidade para bem direcionar a liberdade que conquistou para construir a vida feliz com que sonha. Sexo e responsabilidade precisam ser inseparáveis nos relacionamentos afetivos. Eis que namorar é preciso. 

Namorar mesmo... E não ser amantes.

Do livro: Orientações Espirituais

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A violência na visão espírita


A onda de violência que assola o país tem merecido debates e análises diversas. 

O grau de insegurança aumenta com a exploração da mídia que, se de um lado desempenha o seu papel jornalístico, de denúncia e alerta ao cidadão comum, por outro, incrementa o pânico ao buscar o aumento de audiência à custa de tragédias pessoais, especialmente quando envolvem pessoas públicas e famosas. 

Foi assim com o seqüestro da filha do apresentador Sílvio Santos e depois com o próprio, tornado refém em sua própria casa. 

Foi assim com o assassinato do prefeito de Santo André e depois com a liberação do publicitário Washington Olivetto. 

Outros casos que causaram comoção foram os do menino João Hélio, arrastado até a morte pelo automóvel dos seqüestradores, e da menina Isabella, jogada da janela do apartamento, supostamente pelo pai e a madrasta.

A prova de que os Espíritos estavam certos ao dizer que é preciso o excesso do mal para se buscar o bem se faz presente mais uma vez.

 A primeira reação contra o nível de insegurança ocorreu quando uma organização criminosa orquestrou a maior rebelião penitenciária do país, atingindo simultaneamente cerca de 15 delas em diversas cidades. 

Era preciso investir em segurança pública e na construção de novos presídios, verdadeiros barris de pólvora por motivos de todos já conhecidos.

Das causas mais comuns listadas pelos especialistas – autoridades policiais, juízes, políticos, sociólogos –, temos: pobreza e desigualdades sociais, corrupção na polícia, causada por impunidade e má remuneração, falta de verbas e recursos tecnológicos no trabalho repressivo, descompassos metodológicos e burocráticos entre as atuações da polícia civil e militar e dentro do próprio judiciário, leis excessivamente brandas ou mal aplicadas etc.

Entrevistado em fevereiro por uma revista de grande circulação nacional, o sociólogo americano John Laub vai mais longe e, sem subestimar os fatores citados, afirma, por exemplo, que muitos abandonam a criminalidade motivados por uma ligação afetiva, o casamento, ou pela identificação com o trabalho. 

Relaciona ainda a educação e a religião. A seu ver, o casamento é o mais forte de todos, enquanto as pesquisas no terreno da influência da religião não seriam conclusivas. À primeira vista – diz –, as pessoas religiosas são menos propensas ao crime, mas como as crianças ligadas à religião são as mesmas que têm uma relação mais próxima com a família, já não se sabe qual dos dois fatores é o determinante.

O raciocínio está correto. Na verdade, o papel religioso, se considerarmos somente a atuação das religiões tradicionais ocidentais, é secundário e conseqüente à boa estruturação familiar. 

Em geral, um bom ambiente familiar é criado em parte pela prática religiosa e esta ajuda a disciplinar a vida das pessoas porque ministrada em lares de boa formação. 

É um ciclo virtuoso. Sozinha, isto é, fora do lar ou em condições econômicas miseráveis ou ambiente de contato com os vícios, nos moldes como ela, a religião, é ensinada e vivenciada, raramente logra êxito.

Diferente caso se analisarmos o valor de um conjunto de conhecimentos de ordem filosófica e moral, com respaldo científico como o Espiritismo. 

Uma vez que o indivíduo fosse informado adequadamente a respeito, principalmente, da reencarnação e da lei de causa e efeito – Deus e a sobrevivência da alma, embora mal explicadas, são princípios comuns a todas as religiões –, certamente se preocupariam mais com o seu futuro. 

Longe a ingenuidade de crer que ser espírita resolveria todos os problemas. É claro que a violência é o reflexo de uma situação conjuntural. A questão é que, no Brasil, até bandido acredita e pede ajuda a Deus.

Resumindo as respostas das questões 629 e 630 de O Livro dos Espíritos, vemos que moral é a regra da boa conduta, com distinção entre o bem e o mal, e tal é possível, pois que o bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus e o mal tudo o que dela se afasta. 

O bem e o mal, conforme a questão 636,sempre o são, mas há diferença quanto ao grau de responsabilidade que é proporcional ao conhecimento. 

Na questão 644, Allan Kardec indaga se o meio em que certos homens vivem não é o motivo principal de muitos de seus vícios e crimes. Sim – respondem os benfeitores –, mas tal é a conseqüência de uma prova escolhida pelo próprio Espírito antes de reencarnar; desejou expor-se à tentação para ter o mérito da resistência. 

Há arrastamento, mas não irresistível.

A questão 784 trata da perversidade humana intensa que, já à época, poderia afigurar-se como um recuo moral, mas ao que os Espíritos reclamam atenção para uma visão de conjunto.

 O progresso se dá pela melhor compreensão do que é o mal e pela correção de seus abusos. É preciso que haja excesso do mal para tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas. Sábias palavras!

Parece-nos que é onde estamos no caso da violência.

 Há necessidade de uma mobilização geral da sociedade em prol da paz, porque a “guerra”, como a escuridão que só existe pela falta de luz, também se estabelece pela ausência daquela. 

Então a violência deve ser combatida de diversas formas, coercitiva e preventivamente, pelas autoridades e pelo cidadão comum, pela eliminação dos fatores citados e mais presentes nos discursos dos especialistas, mas, principalmente, banida dos corações dos homens.

A questão 785 da obra citada é clara: o orgulho e o egoísmo são os maiores obstáculos ao progresso e, sem dúvida, que o medo, a aflição, as agressões, seqüestros, estupros e mortes são indícios de atraso moral e distanciamento da felicidade humana. 

Particularmente diríamos que, talvez, mal maior que estes é a ignorância espiritual, fruto da falta da educação no sentido amplo. 
Assim, retornamos ao ponto de que os princípios espíritas, bem conhecidos e assimilados por um grande número de indivíduos, estabelecendo, se ou quando possível, larga maioria, e desencadeando um processo de conscientização sobre o nosso ser, estar e agir no mundo, traduzido na prática diária, por si só, transformariam a sociedade para melhor e resolveriam satisfatoriamente este como tantos outros problemas que nos afligem.

Somos egoístas e orgulhosos, tolos e arrogantes, corruptos e cruéis porque simplesmente ignoramos de fato quem somos (Espíritos imortais), de onde viemos (de Deus primeiramente, destinados à perfeição e felicidade; de outra dimensão e de vidas pretéritas). 

Por que estamos aqui (para promover o nosso reajuste de equívocos cometidos no passado e buscar o desenvolvimento espiritual) e para onde vamos (prosseguir no ciclo reencarnatório até que, pelo aprendizado sempre crescente, possamos dispensar tais experiências, quando então seremos praticamente Espíritos puros e dedicados auxiliares diretos do Pai).

Esta é a causa de tudo, a falta de espiritualização do homem. 

O resto, miséria, crueldade, egoísmo, injustiças, leis imperfeitas, fanatismo, desagregação familiar, ódios, corrupção e tudo o mais não passam de efeitos, mediatos ou imediatos.    

domingo, 11 de setembro de 2011

O perdão é imediato...

...Não tenha medo de pedi-lo.

Tranque-se com Deus no quarto e conte tudo, sem a menor vergonha.

Fale das coisas sombrias que existem em sua alma porque todos nós temos coisas sombrias.

Não tenha vergonha de si mesmo nesta confissão íntima: conte tudo.

Console-se com o fato de que Ele já sabia e estava apenas esperando que você tomasse conhecimento de suas próprias falhas.

Se você fizer isto com toda a sinceridade de coração, irá se surpreender com seus erros.

Mas não se assuste, vá em frente. Não tenha medo de estar “atraindo más vibrações”: na verdade, você está jogando fora todo o lixo acumulado em seu espírito.

Termine com uma oração sincera de arrependimento.

Depois levante, sacuda a poeira, e vá em frente.
A partir deste instante, tudo vai ficar mais leve e mais fácil.

Nossa fonte suprema

A fonte suprema de todo o bem é Deus.

Não há outra perfeição no mundo que não seja a que se constitui no bem.

A alma que não compreende o bem é uma alma sofredora; e tanto mais sofredora será, quanto mais lúcida for a inteligência por que essa alma seja servida.

Uma inteligência sem bondade é como flor sem aroma e luz sem calor.

Pode encantar os sentidos, mas não fala ao sentimento nem ao coração.

Praticai o bem e não olheis com quem.

Na vida há os que vivem no bem e os que vivem para o bem.

É tão difícil perder-se quem viva para o bem como salvar-se quem vive no bem.

O verdadeiro bem só se aprecia na dor.

A dor conduz-nos à perfeição, como a imperfeição nos conduz à dor.

Depois de passarmos dessa vida, vemos que o único bem que nela desfrutamos foi a dor com que nos conformamos.

Vivendo no bem só se serve o egoísmo; vivendo para o bem, só se serve a abnegação.

Quem vive para o bem, vive na dor sua ou na alheia; e vivendo na dor, é quando melhor se sabe compreender o grande laço de solidariedade moral que há entre todos os infelizes.

Ser bom é estar com Deus.

sábado, 10 de setembro de 2011

Friedrich Jurgenson


Em 1959, o cineasta sueco gravou o canto de pássaros numa ilha; ao verificar a fita detectou que havia "vozes estranhas".

Jurgenson chegou a ter milhares de mensagens do mundo espiritual gravadas, considerado um dos pioneiros da Transcomunicação Instrumental - TCI.

Em 1969 foi condecorado pelo Papa Paulo VI, com a ordem de "San Gregório o Grande" por este trabalho. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Poema da Prosperidade

Nem a tristeza, nem a desilusão,
nem a incerteza, nem a solidão,
NADA ME IMPEDIRÁ DE SORRIR.

Nem o medo, nem a depressão,
por mais que sofra meu coração,
NADA ME IMPEDIRÁ DE SONHAR.

Nem o desespero, nem a descrença,
muito menos o ódio ou alguma ofensa,
NADA ME IMPEDIRÁ DE VIVER.

Em meio as trevas, entre os espinhos,
nas tempestades e nos descaminhos,
NADA ME IMPEDIRÁ DE CRER EM DEUS.

Mesmo errando e aprendendo,
tudo me será favorável,
para que eu possa sempre evoluir,
preservar, servir, cantar,
agradecer, perdoar, recomeçar...

Quero viver o momento de agora
como se ainda fosse cedo,
como se nunca fosse tarde.

Quero manter o otimismo,
conservar o equilíbrio,
fortalecer a minha esperança,
recompor minhas energias,
para prosperar na minha missão
e viver alegre todos os dias.

ENFIM,
quero dar o máximo de mim, para viver
intensamente e maravilhosamente
TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Tenha uma atitude alegre hoje

A alegria e a leveza são parceiras inseparáveis.

Não se pode ter uma atitude alegre e, ao mesmo tempo,
sentir o peso da crítica, da inveja, da suspeita,
do ciúme, enfim, de todas as formas negativas e pesadas de sentir.

A alegria convida ao riso e o riso é bom para o coração,
para o aparelho digestivo, para o fortalecimento dos músculos,
e para ativar todas as funções do cérebro.

Quando escolhemos o caminho da alegria,
todas as nossas atitudes ganham um brilho especial.

Hoje, brinque mais com as situações da vida.

Não leve a vida tão a sério.

Cante mais, dance mais. Mesmo que o canto seja silencioso,
mesmo que a dança seja seu simples caminhar.

Quando foi a última vez que você deu boas risadas?

Se você não lembra é porque já faz muito tempo.

O que é mais importante para você?

Ser feliz ou estar sempre certo?

Relembrando épocas passadas

Relembras épocas passadas,
e sentes enorme saudade invadindo teu peito,
como a querer reviver aqueles momentos,
cujas lembranças tanto te comovem.

Conquanto gratas lembranças te tragam,
foram fatos vividos ao seu devido tempo,
e que já cumpriram a sua determinada função.

Relembrar, detendo-se em saudade, é estacionar.

A todos nós, sem exceção,
é ordem suprema a lei do progresso.

Volta-te para a frente e caminha.

Não te esqueças de que o melhor culto,
que podes dar às boas lembranças,
é agir de forma a construir um futuro radiante,
repleto de toda felicidade já vivida no passado,
com o acréscimo misericordioso,
que nunca nos é negado pelo Alto,
na medida de nosso próprio merecimento mas,
também, das nossas necessidades.