quarta-feira, 22 de março de 2023

O plano espiritual


 

Cólera

O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? - Entregai-vos à cólera. Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar. Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objetos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objeto de piedade. Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar toda a sua vida! Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se pela dominar. O espírita, ao demais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. 

Um Espírito protetor. (Bordéus, 1863.) KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 9. Item 9.

Podemos receber avisos pelos sonhos?


 

Falsas vozes

Emmanuel escreveu um capítulo com o nome Entre falsas vozes. Está no livro Levantar e Seguir (editado pela GEEM). Tenho em mãos a 13ª. edição (de 2018), às páginas 56 a 60, de onde extraio trechos parciais. Ele parte das sugestões advindas de nós mesmos incentivando posturas egoístas, onde se incluem a vaidade, o orgulho, ciúme, revolta e mesmo a maldade. Entre elas, para que tenhamos ideia da importância do texto, destaco: “a preguiça te pede: Descansa!, ou a vaidade te afirma: Ninguém existe maior que tu! e o orgulho te diz: Não cedas!”. Entre outras oportunas e atuais questões do cotidiano, Emmanuel afirma no texto que: Os falsos profetas vivem nos recessos de nosso próprio ser”, indicando o surgimento daqueles equívocos de comportamento, onde “surgem, cada dia, invariáveis, na forma da intriga ou da maledicência, da leviandade ou da indisciplina, induzindo-nos a cerrar o coração contra a consciência. Dada as circunstâncias difíceis do estágio que nos situamos, o texto é muito oportuno. Sugiro ao leitor pesquisar o artigo da íntegra, pelo título do texto original. Ele reflete a realidade que nos escraviza ainda, seduzindo-nos a partir do orgulho, tola ilusão que tantos males gera nos relacionamentos. O que mais impressiona  e lamentamos existir ainda em nós é o sentido imperativo das imperfeições morais que ainda nos dominam, necessitados que estamos de "aceitarmos Jesus em nosso roteiro”, afinal o caos social reinante é resultado dessa inobservância. Pois que ainda “a revolta te assevera: Reage e reivindica os teus direitos!”, embora esquecidos estejamos de cumprir os próprios deveres, que não são pequenos nem restritos.

Ele te atenderá, não desanime


 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Lei de Cristo

Todo sacerdote se apresenta, a cada dia, para realizar as suas funções e oferecer com frequência os mesmos sacrifícios, que são incapazes de eliminar os pecados. (Hebreus, 10:11) 
Os primeiros leitores desta carta, tratado, ou como querem alguns, sermão, sabiam da importância da repetição como instrumento de retórica, por isso entendem a necessidade, como ênfase do autor, àquilo que ele nomeava como essencial. Ao contrário do que fez nos primeiros versículos do nono capítulo, onde ele descreve o ritual anual do sumo sacerdote, aqui ele enfatiza a função do sacerdote levítico comum, aquele que se apresenta, a cada dia, para realizar suas funções. Neste passo gostaríamos de aplicar o texto ao contexto atual de nossas necessidades evolutivas e fazermos uma analogia dos rituais sacerdotais antigos com a nossa experiência reencarnatória. Nós também temos nos “apresentado” muitas vezes para realizarmos nossas “funções” reencarnando em corpos diversos em tempos diferentes. Isto é da Lei, e temos assim, promovido nosso aperfeiçoamento. Todavia, podemos perguntar, por que tem parecido ineficazes estas experiências palingenésicas? Pois o que tem acontecido é que temos repetidos os mesmos erros, estando novamente, às vezes, com as mesmas pessoas; por que não temos conseguido com elas fazermos o ajustamento ideal? A resposta está clara neste versículo: temos oferecido com frequência os mesmos sacrifícios, que são incapazes de eliminar os pecados. Ou seja, não temos avaliado com perfeição as ocorrências cuidando só perifericamente da nossa realidade, não aprofundando devidamente nossas necessidades de Espírito imortal. Temos preocupado, quando muito, em fazer justiça. Isto é bom e necessário, todavia temos esquecido de amar (grifamos). Às vezes sofremos e compreendemos que é justo devido as nossas irreflexões passadas. Entretanto, temos procurado aliviar o sofrimento dos semelhantes? Quando o Evangelho diz que Jesus levou nossos pecados, isto tem sido muito mal interpretado. Não quer dizer que “pagou” por nós nossas “dívidas”, mas que Ele se sacrificou por nós para ensinar-nos o modo de quitarmos em definitivo nossas pendências com a Lei, recompondo assim nossa consciência. A fórmula desta equação remidora é única: AMAR O apóstolo Paulo em outro momento de suas epístolas entendeu e alertou-nos: O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei E complementou: Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo Jesus, nosso “Guia e Modelo” disse: …eu vos dei o exemplo, para que, como eu fiz, façais vós também

Quando os desencarnados lembram de suas vidas passadas?


 

Prática Espírita

Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes". A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade. 
O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior. 
O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los. A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem. 
Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã. 
O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza". "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei." (Allan Kardec) "Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade." (Allan Kardec) 

O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.

O poder da mente na oração


 

Doutrina Espírita ou Espiritismo

O QUE É
É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: 
O Livro dos Espíritos, 
O Livro dos Médiuns, 
O Evangelho segundo o Espiritismo, 
O Céu e o Inferno e 
A Gênese. 
O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. Allan Kardec (O que é o Espiritismo - Preâmbulo). "O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança." Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo - cap. VI - 4). O que revela Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida. Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento. Sua abrangência Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade. Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social. Seus ensinos fundamentais Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais. Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados. No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais. O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material. Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo. Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação. 
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento. Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores. As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro. Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade. O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações. A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus. A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador. A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.