Nunca retribuas maldade com vingança ou desforço. O homem mau encontra-se doente e ainda não sabe. Dá-lhe o remédio que minorará o seu aturdimento, não usando para com ele dos recursos infelizes de que ele se utiliza para contigo. Se alguém te ofende, o problema é dele. Quando és tu quem ofende, a questão muda de configuração e o problema passa a ser teu. O ofensor é sempre o mais infeliz. Conscientiza-te disso e segue tranquilo. Joanna de Ângelis
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Aflitos
"Bem-aventurados os aflitos!"
disse-nos o Divino Mestre.
Cabe-nos, todavia, considerar que semelhante felicidade não decorre simplesmente da dor pela dor.
Não podemos esquecer que a aflição é um dardo espiritual que nos impele à procura. E somente aqueles que procuram a frente se transformam em construtores do progresso.
Quem encontra para si mesmo um acordo acomodatício com as experiências da Terra, dificilmente consegue ausentar-se do vale da estagnação para os luminosos cimos do conhecimento superior, às vezes, tão-somente, acessíveis pelos trilhos pedregosos do sofrimento.
Todas as descobertas, que dilataram a alegria e a cultura no Planeta, nasceram na aflição de homens desajustados que souberam criar a renovação à custa do próprio sacrifício.
Guttemberg sente a angústia do pensamento enclausurado e estabelece o berço da imprensa.
Colombo reconhece a estreiteza do Mundo Antigo e, preocupado, avança no rumo da América.
Edison experimenta a inquietação das trevas e inventa a lâmpada elétrica que afugenta as sombras noturnas.
Marconi registra o tormento da separação que isola as criaturas entre si e aperfeiçoa o telégrafo, trazendo á civilização a maravilha do rádio.
Pasteur suporta consigo os padecimentos de milhões de enfermos e, atormentado, desenvolve a conquista salvadora contra os perigos do microcosmo.
Alinhamos estas citações para nos referirmos, tão-somente, a alguns dos missionários da prosperidade comum.
Não podemos olvidar, porém, acima de tudo, o martirológio do Grande e Inesquecível Aflito da Cruz.
Sentindo na própria alma as chagas da ignorância e da penúria que arruinavam a Humanidade, Cristo vem a nós e imola-se no madeiro, para que o Amor incendeie o coração humano na senda dos séculos.
Por esse motivo, a última lembrança do Divino Flagelado está expressa no desajustamento que o assinala no monte do testemunho.
Nem no céu indiferente aos enigmas do mundo, nem na Terra esquecido das perfeições celestiais, mas sim suspenso entre os anjos e os homens, como a dizer-nos que somente algemados à cruz de nossos próprios deveres é que acharemos, depois da procura vitoriosa, o excelso caminho de nossa própria ressurreição.
Pelo Espírito: EMMANUEL
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
Livro: Mais Perto
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Conversações infelizes
Naturalmente, porque estes são dias de insatisfação, as pessoas que de ti se acercam trazem, quase sempre, comentários negativos e observações deprimentes.
Surgem, nas conversas, apontamentos depreciativos que chamuscam a honra alheia, quando não lhes atiram lama na conduta que invejam.
Intrigas urdem vinganças sórdidas, entre sorrisos e sarcasmos, gerando inquietação, soprando suspeitas ignóbeis.
Assuntos triviais tomam o tempo e expressões chulas, com anedotário vulgar, entorpecem a razão, mantendo psicosfera doentia.
Quando te vejas envolvido pelo clima das conversações nefastas, muda de assunto, propõe tema diferente, conciliador, edificante, substituindo a vulgaridade e o pessimismo, que devem ceder espaço ao conhecimento da beleza e da verdade.
As conversas vis envenenam aqueles que as sustentam, enquanto vilipendiam vidas outras que padecem constrições e vivem situações difíceis buscando superá-las a contributo de muito sacrifício.
Seja tua a palavra de gentileza e de esperança em qualquer situação.
Entretece comentários respeitosos e educa os que te compartem as palavras, gerando otimismo e fraternidade a todo momento.
Pelo Espírito: JOANNA DE ÂNGELIS
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
Livro: Episódios Diários
sábado, 27 de janeiro de 2018
Olhai os Lírios
OLHAI OS LÍRIOS
Considerai como crescem ao lírios do campo... Jesus (Mateus, 6:28)
"Olhai os lírios do campo ..." - exortou-nos Jesus.
A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade.
O lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam; no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, na próprio desenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.
Não fiam nem tecem para mostrarem na formosura que os caracteriza; todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano.
Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e sim aceitem-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.
Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito à própria destinação.
Admitem calor e frio, vento e chuva, deles aproveitando aquilo que lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.
Não indagam quanto à condição ou à posição daqueles a quem consigam prestar serviço, seja acrescentando beleza e perfume à Terra ou ornamentando festas e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.
E, sobretudo, desabrocham e servem, no lugar em que foram situados pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.
Evidentemente, nós, os espíritos humanos, não somos elementos do reino vegetal, mas podemos aprender com os lírios, serenidade e aceitação, paz e trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.
Pelo Espírito: EMMANUEL
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Lembrança de amigo
Não acredites em facilidades.
Muitas aflições nos fustigam o espírito, diante de nossos próprios caprichos desatendidos.
Não aguardes dinheiro farto ou mesmo excessivo para que te sintas feliz.
Agradece aos Céus a possibilidade de trabalhar, porquanto o trabalho te garantirá a subsistência e a subsistência daqueles corações que se te fazem queridos.
Não esperes a felicidade para que possas realizar os próprios desejos.
A saciedade talvez seja a véspera da penúria, a cujas provações possivelmente não conseguirás resistir.
Não creias que uma personalidade humana, colocada nos píncaros do poder, disponha de recursos para solucionar todos os problemas que te enxameiam a existência.
É provável que essa pessoa, merecidamente importante, esteja carregando um fardo de tribulações mais pesado do que o teu. Se pretendes viver fora das inquietações do cotidiano, não exijas dos outros aquilo que os outros ainda não possuem para dar.
Se queres viver nas alegrias da consciência tranquila, auxilia ao próximo o quanto puderes, trabalha sempre e confia em Deus.
Pelo Espírito EMMANUEL
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Na seara da luz
Não percas tempo no caminho da vida, porque o dia responderá pelos minutos.
Não te esqueças do poder do trabalho.
Não desistas de aprender, convencido de que nada se perde.
Não hostilizes criatura alguma, porque o ódio começa onde termina a simpatia.
Não fujas à escravidão do dever, para que a tua liberdade seja digna.
Não amasses o pão de tua alegria nas lágrimas dos semelhantes.
Não esperes pelo dia de amanhã, a fim de praticar o bem ou ensiná-lo.
Não gastes somente com tua vida o que poderia servir para sustentar dez outras.
Não reclames exclusivamente em teu favor, em caso algum.
Não uses a verdade apenas para exibir a tua superioridade ou pelo simples prazer de ferir.
Não imponhas restrições ao bem de todos, para que o bem possa contar realmente contigo.
Não elogies a ti mesmo.
Não clames contra a ausência dos outros, porque provavelmente os outros esperam por teu concurso.
Não abras a tua janela na direção do pântano.
Não duvides da vitória final do bem.
Pelo Espírito EMMANUEL
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
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