domingo, 30 de abril de 2023

Convite à Renovação

Transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos: capítulo 12º, versículo 

2.) Ante os freqüentes insucessos, que te deixam sulcos vigorosos, imperioso examinar em profundidade suas causas determinantes. Os métodos arraigados decorrentes de hábitos prolongados promovem lamentáveis resultados. Renovação é medida urgente face ao impositivo da revisão de conceitos e atitudes a que te aferras. O processo da evolução estabelece medidas seguras para a atualização de postulados e promoção de serviços. O cristão não se deve, pois, marginalizar, fixando-se em situações distantes das conquistas do conhecimento tecnológico. Como renovação entenda-se acréscimo de cultura, desdobramento de atividades, metodologia escorreita e intercâmbio fraterno. A aparência singela nem sempre reflete simplicidade, tanto quanto o aspecto soberbo não traduz obrigatoriamente orgulho vão. As conquistas íntimas são bênçãos que armazenas a favor da própria iluminação. Para consegui-las, justo insistir na busca das diretrizes seguras em relação aos deveres superiores, mediante a penetração no cerne das convicções esposadas. Renovação é, também, disposição para abandonar os conceitos ultrapassados, produzindo revolução íntima, a penoso esforço, a fim de se adaptarem as valiosas imformações da cultura hodierna, capazes de dinamizar os recursos em latência ou desdobrar os que se encontram em utilização, para lobrigar os salutares e elevados resultados. Busca, dessa forma, a contribuição dos cooperadores do progresso e aplica-a nos teus misteres, renovando-te, do que decorrerá inusitado êxito nos teus labores. A "transformação pela renovação da mente" -já asseverava Paulo - leva o homem a "provar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Se os teus insucessos não decorrem dos impositivos cármicos a que te encontras subordinado, a renovação como terapêutica eficiente te ajudará a ascender e harmonizar os teus objetivos com o bem de todos sob a concessão do Excelso Bem. 

FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 49.

Ele te atenderá...não desanime


 

quarta-feira, 22 de março de 2023

Posses Definitivas

Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.  Jesus. (JOÃO, capítulo 10, versículo 10.) 

Se a paz da criatura não consiste na abundância do que possui na Terra, depende da abundância de valores definitivos de que a alma é possuída. Em razão disso, o Divino Mestre veio até nós para que sejamos portadores de vida transbordante, repleta de luz, amor e eternidade. Em favor de nós mesmos, jamais deveríamos esquecer os dons substanciais a serem amealhados em nosso próprio espírito. No jogo de forças exteriores jamais encontraremos a iluminação necessária. Maravilhosa é a primavera terrena, mas o inverno virá depois dela. A mocidade do corpo é fase de embriagantes prazeres; no entanto, a velhice não tardará. O vaso físico mais íntegro e harmonioso experimentará, um dia, a enfermidade ou a morte. Toda a manifestação de existência na Terra éprocesso de transformação permanente. É imprescindível construir o castelo interior, de onde possamos erguer sentimentos aos campos mais altos da vida. Encheu-nos Jesus de sua presença sublime, não para que possuamos facilidades efêmeras, mas para sermos possuídos pelas riquezas imperecíveis; não para que nos cerquemos de favores externos e, sim, para concentrarmos em nós as aquisições definitivas. Sejamos portadores da vida imortal. Não nos visitou o Cristo, como doador de benefícios vulgares. Veio ligar- nos a lâmpada do coração à usina do Amor de Deus, convertendo-nos em luzes inextinguíveis. 

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 166.

Providência divina e programação espiritual


 

Redenção

Lembro-te, sábio amigo!... 
A cultura te afaga... 
Falas em teus salões... 
Ouvintes às centenas... 
Mas dos vasos de rosas e açucenas, O perfume sutil em ondas se propaga... 
Revejo-te a cautela, as mãos pequenas... 
Ouço-te as preleções em que a fé se te apaga... 
Noto homens cruéis, cujo porte me esmaga, Que te compram, sorrindo, as jovens que envenenas. Muda-te a morte o rumo... Estás entre os doentes, Flagelam-te remorsos comburentes... Suplicas o retorno à vida transitória... 
Renasces... 
E a servir, no século que avança, Plantas obras de amor e parques de esperança, Voltando, hoje, ao Além, num carro de vitória!... 

Pelo Espírito Epiphabio Leite

O plano espiritual


 

Cólera

O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? - Entregai-vos à cólera. Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar. Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objetos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objeto de piedade. Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar toda a sua vida! Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se pela dominar. O espírita, ao demais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. 

Um Espírito protetor. (Bordéus, 1863.) KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 9. Item 9.

Podemos receber avisos pelos sonhos?


 

Falsas vozes

Emmanuel escreveu um capítulo com o nome Entre falsas vozes. Está no livro Levantar e Seguir (editado pela GEEM). Tenho em mãos a 13ª. edição (de 2018), às páginas 56 a 60, de onde extraio trechos parciais. Ele parte das sugestões advindas de nós mesmos incentivando posturas egoístas, onde se incluem a vaidade, o orgulho, ciúme, revolta e mesmo a maldade. Entre elas, para que tenhamos ideia da importância do texto, destaco: “a preguiça te pede: Descansa!, ou a vaidade te afirma: Ninguém existe maior que tu! e o orgulho te diz: Não cedas!”. Entre outras oportunas e atuais questões do cotidiano, Emmanuel afirma no texto que: Os falsos profetas vivem nos recessos de nosso próprio ser”, indicando o surgimento daqueles equívocos de comportamento, onde “surgem, cada dia, invariáveis, na forma da intriga ou da maledicência, da leviandade ou da indisciplina, induzindo-nos a cerrar o coração contra a consciência. Dada as circunstâncias difíceis do estágio que nos situamos, o texto é muito oportuno. Sugiro ao leitor pesquisar o artigo da íntegra, pelo título do texto original. Ele reflete a realidade que nos escraviza ainda, seduzindo-nos a partir do orgulho, tola ilusão que tantos males gera nos relacionamentos. O que mais impressiona  e lamentamos existir ainda em nós é o sentido imperativo das imperfeições morais que ainda nos dominam, necessitados que estamos de "aceitarmos Jesus em nosso roteiro”, afinal o caos social reinante é resultado dessa inobservância. Pois que ainda “a revolta te assevera: Reage e reivindica os teus direitos!”, embora esquecidos estejamos de cumprir os próprios deveres, que não são pequenos nem restritos.

Ele te atenderá, não desanime