quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tipos de casamentos

Na visão espírita, o casamento pode ser entendido conforme a qualificação a seguir:

Casual

Primeiro encontro de duas criaturas.
Dessa espécie de casamento, tem o casal conseguido levar uma satisfatória relação conjugal.
Outros casais não se adaptando e não suportando as desavenças, separam-se...e sem dúvida, em próxima vida terrena, reencontram-se para uma reconciliação.

Provatório

Reencontro de espíritos de diferentes graus de adiantamento espiritual, que no passado desentenderam-se, por isso, voltam a encarnar para superar as provas a que forem submetidas, e progredirem.

Expiatório

Em vidas anteriores marido e mulher erraram muito, então reencarnam em novo lar, para corrigir os erros cometidos.
É um casamento de resgate.

Sacrificial

União de um espírito um tanto evoluído com outro menos evoluído com o fim de auxiliá-lo a progredir.

Afins

Espíritos Evoluídos com sentimentos elevados, que se amam verdadeiramente.
Corações afetuosos, juntos com o objetivos supremos para, aliados adiantarem-se espiritualmente.

Quanto a estar "predestinado" é muito relativo, pois é nosso livre arbítrio quem dará o veredito final.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Como é um casamento espírita?

Em um casamento espírita só há cerimônia civil, não há cerimônia religiosa.

E nenhum Centro Espírita ou Sociedade verdadeiramente espírita deveria realizar casamentos,  pois o Espiritismo não institui sacramentos, rituais ou dogmas.

No local escolhido para realizar a cerimônia cívil, uma prece poderá ser feita por um familiar dos noivos (não é preciso convidar um presidente de centro, um orador espírita, um médium...e nem é preciso que um espírito se comunique para "dar a benção").

A preferência que seja tudo simples, sem exageros, excessos e desperdícios... Deve haver intensa participação espiritual dos noivos, dos familiares e convidados, assim como há dos amigos desencarnados.

Os noivos que forem verdadeiramente espíritas, devem saber como se casar perante a sociedade e a espiritualidade, respeitado as convicções dos familiares "não espíritas", mas tentando fazer prevalecer as suas.

Porque o Espírita precisa ajudar a renovação das idéias religiosas e não conseguirá isso, se ocultar sempre o que já conhece, e sempre ceder aos costumes religiosos tradicionais.


Além do que, o espírita tem o direito de não ficar preso às fórmulas religiosas que nada mais lhe significam.

sábado, 6 de agosto de 2011

O casamento na visão espírita

Sem rituais, as uniões espíritas priorizam o amor e as afinidades existentes entre o casal.

Na Inglaterra da Idade Média, a rainha Vitória nem poderia prever que seus atos repercutiriam tanto e se tornariam uma tradição.

O que teria feito Sua Majestade? tomou atitude muito simples: decidiu se casar de véu - naquela época, os soberanos jamais se cobriam para poder comprovar sua identidade -, com flores no cabelo e um vestido branco. A cena parece familiar?

O casamento como se conhece nos dias atuais, é muito mais antigo que a rainha Vitória. Seu ritual iniciava na Roma Antiga, quando era possível encontrar registros de que as mulheres se vestiam adequadamente para a ocasião. Porém, a união de um casal, na visão espírita, vai além de uma cerimônia, com seus festejos e vestimentas.

Existe ritual de casamento para a doutrina espírita? “Não”, diz o procurador do Estado do Paraná, Joel Samways Neto. “De todas as descrições feitas pelos espíritos sobre casamento, não há menção a ritual de casamento espírita”.

Então, os espíritas não casam? “Casam!

A diferença é que não temos o ritual religioso. O casamento tradicional, independentemente da religião é um ritual. E como não temos rituais, não há uma cerimônia religiosa em um casamento entre espíritas”, afirma o professor e coordenador de grupos de estudos espíritas Paulo Henrique Wedderhoff. Na realidade, o que importa são as intenções pelas quais o casal decidiu se unir. E aí, deve-se colocar em foco o que seria um princípio básico do Espiritismo: o amor.

Fatores de união
A pedagoga Maria Aparecida e seu marido, o advogado Everton Ribeiro, acreditam que muitos fatores devem existir para a união de um casal, mas “todos eles pouco valem se o casamento não estiver fundamentado na maior das leis, que é a lei universal do amor, vivenciado na mais pura de suas definições”. Para eles, quando há esse sentimento, as consequências são “no mínimo, boas”.

Segundo Samways, quando a pessoa encontra outra com quem se assemelha, ela se potencializa, ou seja, se torna mais feliz, confiante e protegida. Casados há 33 anos, Maria Aparecida e Everton concordam: “a forma de se relacionar com a sociedade mudou, a relação com os amigos mudou, a possibilidade da paternidade estimulou e mudou a visão de uma nova trilha a ser seguida”. Eles comentam que, entre outras coisas, também deve haver ética, respeito e companheirismo.

Entretanto, há uniões que se tornam instáveis. Em seu livre-arbítrio – que é outro dos princípios básicos da Doutrina Espírita – , muitos casais optam pela separação. E, apesar de a doutrina ser divorcista (“...é uma lei humana que tem por objetivo separar legalmente o que, de fato, já está separado. O divórcio não contraria a Lei de Deus, uma vez que apenas corrige o que os homens fizeram...” Evangelho Segundo o Espiritismo), Samways acredita que o cidadão que possui caráter, reflete duas vezes antes de se divorciar e, até mesmo, antes de se comprometer.

Em mensagem escrita na obra “Como um homem pode enfrentar uma crise”, o espírito Leocádio José Correia diz que “A interação humana significa sempre entendimento e nunca confronto”.

Reflexão atual
Wedderhoff faz uma reflexão a respeito das vidas conjugais nos dias de hoje. “Será que as uniões que têm maior chance de sucesso não são aquelas em que o cônjuge casa para fazer feliz a pessoa que ama? Quando os cônjuges pensarem assim, será muito difícil a união se desfazer”.

Relacionamentos conjugais são edificações que devemos realizar todos os dias. “Casar é se comprometer com a felicidade de quem a gente ama”, diz o professor. E este pensamento é coerente com algumas observações trazidas pelo espírito Leocádio José Correia; segundo ele, “casamento é renúncia”, o que não significa peso ou desgaste quando se tem amor pela outra pessoa.

De acordo com “O Livro dos Espíritos”, o casamento é um dos instrumentos para a evolução humana. “O casamento, ou a união permanente de dois seres, é contrária à lei natural? É um progresso na marcha da humanidade” (Capítulo 4 – Lei da Reprodução). No Evangelho, também é enfatizada a idéia do ser humano constituir uma família para o seu próprio progresso. Porém, viver com outra pessoa não é uma obrigação; é uma escolha.

Em suas palestras, o espírito Leocádio José Correia alerta que nenhuma pessoa é obrigada a se casar. Ele cita ainda que muitos de nós escolhem “se casar” com a Medicina, com a Educação, com a Ciência ou com os projetos sociais. São caminhos diferentes, mas que igualmente proporcionam oportunidade evolutiva ao espírito durante sua trajetória na Terra.

União comemorada
O fato de a doutrina não registrar os rituais de casamento não impede que os noivos comemorem sua união. Paulo Wedderhoff cita um exemplo de comemoração simples e simbólica a que compareceu. “Recentemente um casal de espíritas decidiu revelar sua decisão de compartilhar a vida a dois. Num dia foram ao cartório e no outro receberam alguns amigos e parentes para anunciar sua decisão e dividir a alegria. O noivo e o pai da noiva quiseram manifestar o sentimento de contentamento; um amigo do casal falou sobre o significado do casamento para a Doutrina Espírita. Ao final, um belo beijo nos fez testemunhas de um lindo momento”, conta.

“A simpatia que atrai um espírito ao outro é o resultado da perfeita concordância de suas tendências, de seus instintos; se um tivesse que completar o outro, perderia a sua individualidade”, está escrito em O Livro dos Espíritos – Capítulo 6, Vida Espírita. Nessa citação é possível desmistificar o termo comumente conhecido como “alma gêmea”.

Samways lembra que não existem espíritos iguais. O que ocorre com a maioria das pessoas é a semelhança, as chamadas “afinidades”. Por isso, é possível ter afinidades também com amigos e parentes. Na opinião do procurador, “nós só convivemos bem com quem se parece conosco”.

A rainha Vitória, personagem da História que iniciou a reportagem, causou repercussão em sua época não só por ter introduzido hábitos, mas principalmente porque foi uma das poucas soberanas que se casou por amor. Fato também inusitado para a época, pediu a mão do seu primo, o príncipe Albert de Saxe-Cobourg-Gotha, em casamento.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ao longo da vida...

... por muitas vezes, quando vc perdeu a confiança espiritual, mãos invisíveis sustentaram o seu coração.

Em muitas noites tristes, sem que vc soubesse, presença invisíveis o levaram espiritualmente para outros planos...lá, vc foi banhado na luz!

E, depois foi trazido de volta para o corpo físico e acordou melhor, sem saber como e porque.

Outras vezes, em momentos difíceis, vc foi amparado secretamente para resistir aquela prova e superá-la, e vc não percebeu.

Muitas vezes vc perdeu fé, por um motivo ou outro e, mesmo assim mãos invisíveis lhe apoiaram...

E, nas vezes em que vc se renovou e quis voltar aos caminhos da luz, o plano espiritual não perguntou dos seus motivos...apenas lhe aceitou de volta, incondicionalmente.

Faça alguma coisa

Quando tiver algum problema, faça alguma coisa!

Se não puder passar por cima, passe por baixo, passe através, dê a volta, vá pela direita, vá pela esquerda.

Se não puder obter o material certo,vá procurá-lo.

Se não puder encontrá-lo,substitua-o.

Se não puder substituí-lo, improvise.

Se não puder improvisar, inove.

Mas acima de tudo, faça alguma coisa!!

Há dois gêneros de pessoas que nunca chegam a lugar nenhum:

As que não querem fazer nada... E as que só inventam desculpas.

Quando o tédio te procurar, vá à escola
da caridade...

Ela te acordará para as alegrias puras do bem e te fará luz no coração, livrando-te das trevas que costumam
descer sobre as horas vazias.

Emmanuel

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Daniel Dunglas Home (1833-1866)


Foi o maior médium de efeitos fisícos.

Em 1866, Home, aos estar num dos quartos do terceiro andar do Hotel Ashley House, diante de várias pessoas, levitou saindo por uma janela e entrando por outra.

Foi estudado por Sir Willian Crookes e por Allan Kardec.

domingo, 31 de julho de 2011

A paciência

A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer.
É amparo destinado aos obstáculos.

A serenidade não é jardim para os seus dias dourados.
É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.

A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis.
É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.

A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem.

É porta valiosa para que você demonstre boa vontade,
ante os companheiros menos evoluídos.

A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio.

É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.

A confiança não é um néctar para as suas noites de prata.
É refugio certo para as ocasiões de tormenta.

O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil.

É manancial de forças para os seus dias de luta.

A resistência não é adorno verbalista.
É sustento de sua fé.

A esperança não é genuflexório de simples contemplação.
É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.

A virtude não é flor ornamental. 

É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar
e engrandecer no momento oportuno.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

O que vc busca na vida?

Seja lá o que for, você se busca. 
Poucas pessoas se dão conta de que estão se procurando. 

Temos a imperiosa necessidade de nos realizarmos, de nos sentirmos preenchidos de nós mesmos. Queremos ficar cheios de nós.

Para tal, necessitamos de nosso apoio e de nossa aceitação. 

Temos que usar toda a nossa auto-atenção, nosso auto-respeito e confiarmos integralmente em nós mesmos.

Queremos o apoio daqueles que estão à nossa volta e recusamos nosso próprio apoio.

 Pagamos caro para ter “alguém” para nós, enquanto nos rejeitamos para ser como esta pessoa quer que sejamos. 

Somos prisioneiros de obrigações para que o mundo nos aplauda e nos crucificamos para que os outros nos aplaudam, enquanto nos recusamos a nos reconhecer como pessoas maravilhosas. 

Queremos ser especiais para nossos Amigos enquanto nos tornamos escravos das expectativas, fazendo nossas míseras existências vazias e insatisfeitas.

O nome disso é egoísmo.

Quem disse que egoísta é alguém que só faz o que quer está muito enganado. 

Egoísta é aquele que faz tudo para os outros na esperança de que eles cuidem de suas carências. 

Qualquer carência é auto-abandono. Só somos impotentes quando somos pretensiosos, e só somos pretensiosos quando estamos cegos aos nossos limites e necessidades e queremos bancar os gostosões para explorar os aplausos e favores dos outros. 

Acabamos por nos mimar e nos tornamos fracos e derrotados.

Buscar o apoio nas pessoas nos liquida. Esperar aprovação da torcida empata nossa vida. Contar com o amor dos outros nos torna mendigos de afeto. Olhar-se com os olhos dos outros cria sempre uma falsa auto-imagem e uma baixa auto-estima. 

Querer agradar sempre faz de nós uns chatos. Esperar valorização das pessoas nos deixa à margem da vida. E, finalmente, mordomia atrofia nossos potenciais.

A auto-responsabilidade nos torna independentes e capazes de nos realizar. Você, na verdade, só precisa da sua ajuda e nada mais. Vá em frente e conte apenas com você mesmo.




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Alguém contigo


Nunca estarás a sós.

Ante a névoa das lágrimas, quando a incompreensão de outrem te agite os
sentimentos, lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e
conforto.

Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e
segurança, pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona.

Ante as ameaças do desânimo, nos obstáculos para a concretização de tuas
esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que, em tempo
algum, te recusa bom ânimo.

Ante a queda iminente na irritação, capaz de induzir-te à delinqüência,
refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas
bênçãos da paz.

Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo, suscetíveis de te impulsionarem
a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te
nega defesa, para que usufruas a tranqüilidade de consciência.

Ante prejuízos, muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste
generosidade e confiança, medita nesse protetor magnânimo que nunca te
desampara e que promove, em teu favor, sempre que necessário, os recursos
preciosos à recuperação de que careças.

Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos,
amargurando-te os dias, eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que
sempre te convida à tolerância e ao perdão.

Ante as crises da existência que te surgiram revolta e desespero, recorda o
mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há
problemas sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a
esperança.

Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados,
não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no
companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a
conhecê-lo.

E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te
garante a vida, em nome de Deus, deixa que os teus ouvidos se recolham aos
recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da
consciência que esse alguém é Jesus.

(De: Algo Mais - Chico Xavier/Emmanuel)