sábado, 30 de julho de 2022

As Colônias Espirituais



Colônias Espirituais, também chamadas de Comunidades Espirituais, Cidades Espirituais ou Mundos Transitórios, são locais onde grupos de Espíritos errantes (ou desencarnados) se estabelecem, transitoriamente, enquanto aguardam novas encarnações. Esses locais, porém, não possuem uma rigidez geográfica como acontece nas colônias dos vivos (ou encarnados); estão na verdade, mais ou menos próximos da Terra, segundo o grau de evolução dos seus componentes. O que rege a formação das Colônias Espirituais é a Lei de Afinidade. Ao longo da história da humanidade, vários Espíritos vieram trazer notícias a respeito das Colônias Espirituais. Relembremos o Mestre Jesus que nos ensinou: “Há muitas moradas na casa de meu pai. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito; pois vou preparar-vos o lugar” (João, XIV :1/3). Na resposta à questão 234, em O Livro dos Espíritos, os Espíritos são contundentes: “Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que eles podem habitar temporariamente, espécie de acampamentos, de lugares em que possam repousar de erraticidades muito longas, que são sempre um pouco penosas. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem atingi-los, e que neles gozam de maior ou menor bem-estar” (Kardec, 1857). De acordo com as informações que os Espíritos reveladores deram a Allan Kardec, a respeito da erraticidade, não somente Espíritos inferiores nelas permanecem. Espíritos superiores também aí se encontram em processo de estudos ou aguardando oportunidade de encarnações em outros mundos. Há diversos tipos de Colônias Espirituais. Existem as socorristas, cujo objetivo é atender e amparar os desencarnados presos, de alguma forma, aos seus dramas pessoais que estão de certa modo ligados aos problemas terrenos; as correcionais para atendimento aos suicidas, aos toxicômanos e aos pervertidos sexuais; as de estudo e de desenvolvimento das artes, e muitas outras (Loureiro, 1995). A desencarnação não transforma demônios em santos. Os Espíritos que se compraziam no mal quando estavam encarnados continuarão vibrando em faixas inferiores quando desencarnarem. De acordo com as diversas mensagens espirituais que nos têm chegado através de diferentes médiuns, essa categoria de Espíritos atrasados se organiza no submundo, formando suas colônias, com o firme propósito de combater as forças do bem, desequilibrar a Humanidade e alimentar suas perversões. Nos planos espirituais mais próximos à crosta terrestre, as sociedades humanas desencarnadas, na sua maioria, permanecem intimamente ligadas aos interesses materiais. Uma outra parcela menor, mesmo muito distante da perfeição, mas já tocada por talentos sentimentais, dedica-se às tarefas de auxílio aos que ficaram no Planeta ou aos desencarnados, como forma de aprimoramento. Em 1944, a Federação Espírita Brasileira editou o livro Nosso Lar, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito André Luís, cujos ensinamentos nos revelaram vários aspectos da vida numa colônia espiritual, tratando, especialmente, de como se desenvolvem as atividades em uma cidade espiritual que adota esse nome. O livro foi recebido com entusiasmo por parte de alguns, com ceticismo por parte de outros e com incredulidade por um terceiro grupo, como era de se esperar. De acordo com a Revista Reformador (agosto 2010), baseado nesse livro e adotando o mesmo nome, no próximo dia 3 de setembro deste ano de 2010, será lançado o filme Nosso Lar, produzido pela Cinética Filmes e distribuído pela Empresa Fox Film do Brasil, com coprodução da Globo Filmes. Esse filme deverá chamar a atenção de todos, não apenas por mostrar, com toda a potencialidade da mídia cinematográfica, como é a vida no mundo espiritual, destacando a nossa própria imortalidade, mas também, pelas demonstrações da prática do bem, da caridade aplicada no seu sentido mais abrangente. Essa dupla abordagem que o filme apresenta – a nossa imortalidade como realidade e a caridade como roteiro de vida – deverá, por certo, nos levar a meditar mais aprofundadamente sobre o sentido da nossa existência, a analisar melhor as leis de Deus que regem a nossa vida, a dar mais atenção ao futuro que nos espera, e a cuidar mais do nosso presente, cientes de que iremos, sempre, nos defrontar com os nossos desacertos, que reclamam correção, e com os nossos acertos, que proporcionam a nossa evolução espiritual. (Reformador, agosto 2010). Por fim, cabe a nós espíritas ajudarmos a multiplicar a mensagem de que o filme existe, e que precisa ser bem divulgado para poder ficar nos cinemas com a mensagem positiva. Por isso, o dia 3 de setembro precisa ser “mágico”, todas as salas de cinema precisam estar lotadas. 

Autor: Nertan Medeiros

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