sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz ano novo!


É hora de receber o Ano Novo com alegria e esperança no coração. De deixar o ruim no passado, e abraçar o futuro com otimismo.
 Vamos fazer desta virada de ano um recomeço de tudo que é bom. Um renovar de sentimentos positivos, e um renascer de velhos sonhos.
 Desejo muita felicidade para este ano. Que sejam 365 dias de realizações, sucesso, saúde, paz e muita prosperidade. 

FELIZ ANO NOVO! 

sábado, 24 de dezembro de 2016

Feliz Natal


Jesus foi na Terra a mais perfeita encarnação do Amor Divino. E ainda hoje, nos dias amargurados que transcorrem, é para a Humanidade a promessa de Paz, o manto protetor que abriga os aflitos e os infelizes, o pão que sacia os esfomeados das verdades eternas, a fonte que desaltera todos os sofredores.
 Apegai-vos a Ele, cheio de confiança! Ele é misericórdia personificada, o Jardineiro Bendito que jorra, no coração dos transviados do caminho do bem, as sementes do arrependimento que hão de florir na Regeneração e frutificar na perfeita felicidade espiritual. 
 Ouvi a sua voz no silêncio da consciência que vos fala do cumprimento austero de todos os deveres cristãos, e um dia descansareis reunidos, ligados pelos liames inquebrantáveis da fraternidade além da morte, à sombra da árvore luminosa das boas ações que praticastes, longe das lágrimas do orbe obscuro, dos prantos e das provações remissoras! 

 UM FELIZ NATAL À TODOS VCS ♥

Superando a raiva


Retribuir o mal com o bem


Os trabalhadores da última hora


Auto iluminação


Progressão dos mundos


Coragem e fé


O perdão


Como lidar com as emoções pertubadoras


Obediência e resignação


Parábola do semeador


Perdão e autoperdão


Sintomas da mediunidade (Yasmin Madeira)


O poder da prece


Suprerando seus medos (palestra)


A última viagem de Jesus


Quando Jesus nasceu?


Direção espiritual (Reflexão de Natal)


Reencarnação - Escolha dos pais


Então...é Natal


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Porque eu não consigo mudar (palestra)


Causas atuais das aflições (palestra com Fernando Hatty)


As bem aventuranças (palestra com Haroldo Dutra)


O livro dos médiuns (curta espírita)


O diário de um espírito (filme)


E a vida continua (filme)


Violetas na Janela (vídeo)


Nos bastidores de uma reunião espírita


Vidas partidas (filme espírita)


A corrente do bem


Sózinho - Curta espírita sobre o alcool (vídeo completo)


Quando recomeçar? (vídeo)


Mediunidade (sinais de mediunidade)


O Evangelho no Lar e Chico Xavier


Ingratidão (Divaldo Franco e Joanna de Angelis)


Caridade para com os criminosos (reflexão)


Os pais envelhecem (reflexão para os jovens)


O perdão de Deus (vídeo)


Amizade verdadeira (reflexão)


O trabalhador cristão


Reflexão sobre gentileza e humildade (vídeo)


A ilusão e a desilusão (vídeo)


Somente hoje (Chico Xavier)


Reflexão do Cristo Consolador (Haroldo Dutra)


Defenda-se (por André Luiz e Chico Xavier)


Aproveitar a vida (vídeo)


Acreditar e agir (vídeo)


Limpeza de nossa alma (vídeo)


Lição de Vida - Chico Xavier


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Ante a calúnia


É inevitável ser vítima da calúnia, que faz parte do orçamento moral de muitas pessoas, a fim de ser apresentada no mercado da leviandade humana. 
Muitos se comprazem em urdi-la e desferi-la, por inveja, ciúme ou, simplesmente, por doença moral. 
Outros se encarregam de divulgá-la, alegrando-se em fazê-lo, porque também atormentados. 
Não sintonizes com aqueles que vivem nessa faixa. Igualmente não te permitas atingir pelas farpas caluniosas que te arrojam. Vive de tal forma, que o caluniador fique desmoralizado por falta de provas. 
Cada dia é lição que se transforma em vida, ao longo do teu caminho eterno. Diariamente surgem episódios de calúnia, intentando alcançar alguém. Assim, perdoa o caluniador. Ele não fugirá de si mesmo. 
Contam que uma caluniadora buscou o seu confessor e narrou, arrependida, a sua insensatez. Pedindo a absolvição para o triste delito, perguntou ao ouvinte atento qual era a sua penitência. Aquele reflexionou e pediu-lhe que fosse ao lar e trouxesse uma almofada de plumas, subisse à torre da igreja e dali as espalhasse ao vento com máximo cuidado, e, após, viesse receber a competente liberação. Tão logo terminou de fazê-lo, a confessa retornou e perguntou: 
E agora? Volta lá! respondeu o sacerdote, recolhe todas as plumas e refaze a almofada. 
A calúnia são plumas ao vento que vão sempre adiante para a amargura do caluniador. 

Pelo Espírito: JOANNA DE ÂNGELIS Psicografia: Divaldo Pereira Franco

Médiuns e Mediunidade (palestra)


A homossexualidade na visão espírita


E a homossexualidade, que dirá o espiritismo? 
Bradaremos a bandeira da ignorância ou ditaremos uma postura digna de amor com os nossos irmãos que passam por tal situação?
As explicações para que se venha com tal condição são múltiplas. Mas vou adiantar que para quem está nesta condição que deve se agir da mesma forma que um heterossexual, ou seja, não abusar do sexo. 
O abuso do sexo é um mal tanto para héteros como para os homos, pois além de causar pertubações em seus perispíritos, os maus são também físicos, como as mais variadas formas de doenças que se pode adquirir. Os irmãos que estão passando por tal condição se acham muitas vezes perdidos, em grande sofrimento por vários motivos, provavelmente o maior deles, a sua própria não aceitação. E nosso papel nisto? Nós não podemos condená-los de forma alguma, ao contrário, devemos sempre nos valer de palavras acolhedoras e mostrar que esta condição não deve ser um problema em suas vidas. Nós espíritas devíamos ser o maior exemplo de compaixão por tais pessoas, afinal nossa maior bandeira não é caridade, o amor ao próximo? Mas vamos ao que interessa a muitos, a razão de ser vir com tal condição, como falei antes podem se muitas, vou especificar algumas. - Um espírito reencarna muitas vezes no corpo de uma mulher, e de repente encarna no corpo de homem, neste caso a feminilidade ficou marcado no perispírito por tantas as vezes que foram as encanações num corpo feminino. Tal caso pode se dar por vice e versa. 
 Um homem encarnado tem relações múltiplas com várias mulheres sem saber dar valor a elas, as desrespeita. Então numa próxima encarnação ele virá no corpo de um mulher para saber dar valor ao sexo oposto. Como naturalmente ficou impresso no perispírito essa obsessão pelo lado feminino, será lésbica. O mesmo caso pode acontecer ao contrário. Estes dois exemplos são os mais comuns. O espiritismo não condena de forma alguma a homossexualidade, mas diz que o errado mesmo é multiplicidade de parceiros. O ideal para quem está nesta condição é de se abster totalmente do sexo para compensar os excessos de outra vida, mas se não for possível aguentar os impulsos sexuais, então que você eleja um paceiro(a) e fique com ele(a), aliás o mesmo vale para os héteros, não cair nos exageros sexuais. Precisamos da um basta no preconceito! Todos nós temos o direito de sermos felizes do jeito que quisermos, e ninguém tem o direito de julgar!

O poder das palavras (vídeo)


Transição planetária


Estamos no limiar da grande transição, em que o nosso planeta passará da condição de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. Isso já constava no planejamento celestial há muito tempo e não se dará, obviamente, num passe de mágica, pois se trata de um processo de transformação lento e gradual, porém, impostergável. 
 As tragédias naturais, como o tsunami do Oceano Índico, objeto de nossas considerações, fazem parte desse processo, pois elas têm o objetivo de fazer a Humanidade progredir mais depressa, através do expurgo daqueles Espíritos calcetas, refratários à ordem e à evolução moral e espiritual, que já não podem mais ser retardadas. Eles passarão algum tempo em outras esferas, aprendendo as leis do Amor e do Bem, até que tenham condições de retornar ao nosso planeta, para dar seu contributo em benefício do progresso da Humanidade.
 Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Substitui-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade. 
 A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares. É chegado o momento decisivo em nossas vidas, onde devemos tomar a direção correta na prática do amor, como ensinou Jesus, pois os tempos são chegados.
 A Terra esta em uma fase de transformação de um mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração, onde não haverá lugar para a prática do mal. Os Espíritos que persistirem no mal, ao desencarnarem, não voltarão a Terra e sim a mundos mais primitivos onde aprenderão a desenvolver sua condição moral. Muita gente diz: O mundo está pior, é o fim do mundo. Nada disso acontece, pois os espíritos endurecidos estão tendo sua última oportunidade para evoluir e permanecer na terra, por isso vemos tantas barbaridades cometidas por estas ultimas oportunidades. Não haverá fim do mundo. Não haverá choques de cometas, nem escuridão total. Há fim de ciclo, de Era. Ciclo de maldade sendo substituídos por ciclo de amor e tolerância. 
A transição para um Planeta de Regeneração já começou. Se vamos participar e voltar como membros da geração nova que Kardec nos disse...bem, isto vai depender de cada um. Então vamos fazer a parte que nos cabe. 

A GÊNESE, de Allan Kardec – A geração nova, Cap. XVIII – Itens 27 e 28

Nosso lar e o mundo espiritual com Divaldo Franco


Estrela Oculta


Quando a tempestade da cólera explode o ambiente, despedindo granizos dilacerantes, vemo-la por antena de amor, isolando-lhe os raios, e se o temporal da revolta encharca os que tombam na estrada sob o visco da lama, ei-la que surge igualmente por força neutralizante, subtraindo o lodo e aclarando o caminho. Remédio nas feridas profundas que se escondem na alma, ante os golpes da injúria, é bálsamo invisível, lenindo toda chaga. Socorro nobre e justo, é a luz doce da ausência, ajudando e servindo onde a leviandade arroja fogo e fel. Filha da compaixão, auxilia sem paga, impedindo a extensão da maldade infeliz... Ante a sua presença, a queixa descabida interrompe-se e para, e o verbo contundente empalidece e morre. Onde vibra, amparando, todo o ódio contém-se, e o incêndio da impiedade apaga-se de chofre... Acessível a todos, vemo-la em toda parte, onde o homem cultiva a caridade simples, debruçando-se, pura, à maneira de aroma envolvente e sublime, anulando o veneno em que a treva se nutre... Guardemo-la conosco, onde formos chamados, sempre que o mal reponte, delinqüente e sombrio, porque essa estrela oculta, ao alcance de todos, é a prece do silêncio em clima de perdão.

Enfoques para a reencarnação (vídeo)


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Para reflexão...


Todos nós encontramos problemas. E a vida sempre nos oferece soluções através do próximo. 
O outro: é o seu público; o seu cliente; o seu leitor; o seu ouvinte; o seu mentor; o seu discípulo; o seu enfermeiro; o seu fornecedor; o seu avalista; e o seu fiscal. Dos outros obtemos: o apoio ao trabalho; o conforto nas provações; o convite ao progresso; a lição na experiência; o socorro nas crises; a advertência no erro; o estímulo ao serviço; o desafio ao aperfeiçoamento; a cooperação na tarefa; e o amparo à própria sustentação. 
Quando a Lei nos observa: "Ame o próximo", está nos avisando que auxiliar aos outros será realmente auxiliar a nós mesmos. 

 Autor: André Luiz
 Médium: Chico Xavier

A realeza de Jesus

4 – O reino de Jesus não é deste mundo. Isso todos compreendem. Mas sobre a Terra ele não terá também uma realeza? O título de rei nem sempre exige o exercício do poder temporal.
 Ele é dado, por consenso unânime, aos que, por seu gênio, se colocam em primeiro lugar em alguma atividade, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da humanidade. É nesse sentido que se diz: o rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. 
Essa realeza, que nasce do mérito pessoal, consagrada pela posterioridade, não tem muitas vezes maior preponderância que a dos reis coroados? 
Ela é imperecível, enquanto a outra depende das circunstâncias; ela é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é, às vezes, amaldiçoada. A realeza terrena acaba com a vida, mas a realeza moral continua a imperar, sobretudo, depois da morte.
 Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi com razão, portanto, que ele disse a Pilatos: Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo. 

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas


Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar.
 Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada. 
 O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença? Então, produza uma pérola ! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR. Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. 
 A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem. Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras.

Somente o progresso moral pode regenerar a humanidade

O progresso intelectual realizado até ao presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da Humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la. 
Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir. Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz, a fraternidade. Será ele que deitará por terra as barreiras que separam os povos, que fará cair os preconceitos de casta e se calem os antagonismos de seitas, ensinando os homens a se considerarem irmãos que têm por dever auxiliarem-se mutuamente e não destinados a viver à custa uns dos outros. Será ainda o progresso moral que, secundado então pelo da inteligência, confundirá os homens numa mesma crença fundada nas verdades eternas, não sujeitas a controvérsias e, em conseqüência, aceitáveis por todos. 
 A unidade de crença será o laço mais forte, o fundamento mais sólido da fraternidade universal, obstada, desde todos os tempos pelos antagonismos religiosos que dividem os povos e as famílias, que fazem uns, os dissidentes, vistos, pelos outros, como inimigos a serem evitados, combatidos, exterminados, em vez de irmãos a serem amados. 
 A geração que desaparece levará consigo seus erros e prejuízos; a geração que surge, retemperada em fonte mais pura, imbuída de idéias mais sãs, imprimirá ao mundo ascensional movimento, no sentido do progresso moral que assinalará a nova fase da evolução humana. 

 A GÊNESE cap. 18, n. 18-20

O juízo final na visão espírita


Segundo o Espiritismo, o planeta Terra não terá um fim, como descreve o mito cristão do Juízo Final, mas uma transformação, na época de sua regeneração, em que o nosso planeta atingirá mais uma etapa evolutiva, subindo um degrau a mais na sua evolução material e moral, semelhante à que ocorreu no planeta Capela, há milhares de anos atrás, e semelhante às etapas de regeneração que ocorrem constantemente nos milhares de outros planetas habitados do Universo. 
 Na fase de regeneração do planeta Terra, os seus habitantes que ainda não tiverem atingido o nível de adiantamento moral adequado à sua nova etapa evolutiva, não mais reencarnarão aqui, mas em outros planetas de níveis semelhantes ou inferiores ao do planeta Terra. Isto, porém, não é o fim do mundo, mas o início de uma nova era para o planeta Terra, uma era de mais união, amor, paz e fraternidade entre os seus habitantes. 
Na nova fase evolutiva da Terra, repito, só reencarnarão nela espíritos mais evoluídos do que a grande maioria dos atuais habitantes dela, os quais serão exilados para outros planetas de nível semelhante ou inferior ao de nosso atual planeta Terra. Nesse sentido, reflitamos agora sobre o Juízo Final, na visão espírita, conforme os lúcidos esclarecimentos fornecidos por Allan Kardec, o codificador da Doutrina dos Espíritos: Chegado o momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem de ascender na hierarquia dos mundos, interdito será ele, como morada, a encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se achavam em condições de aí receber. Serão exilados para mundos inferiores, como o foram outrora para a Terra os da raça adâmica, vindo substituí-los Espíritos melhores. 
Essa separação é que se acha figurada por estas palavras sobre o juízo final: Os bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda. 
 A doutrina de um juízo final, único e universal, pondo fim para sempre à Humanidade, repugna à razão, por implicar a inatividade de Deus, durante a eternidade que precedeu à eternidade da Terra e durante a eternidade que se seguirá à sua destruição. Que utilidade teriam então o Sol, a Lua e as estrelas que, segundo a Gênese, foram feitos para iluminar o mundo? 
Causa espanto que tão imensa obra se haja produzido para tão pouco tempo e a benefício de seres votados de antemão, em sua maioria, aos suplícios eternos. Materialmente, a ideia de um julgamento único seria, até certo ponto, admissível para os que não procuram a razão das coisas, quando se cria que a Humanidade toda se achava concentrada na Terra e que para seus habitantes fora feito tudo o que o Universo contém. É, porém, inadmissível, desde que se sabe que há milhares de milhares de mundos semelhantes, que perpetuam as Humanidades pela eternidade em fora e entre as quais a Terra é dos menos consideráveis, simples ponto imperceptível.  
 O juízo, pelo processo da emigração, conforme ficou explicado acima, é racional; funda-se na mais rigorosa justiça, visto que conserva para o Espírito, eternamente, o seu livre-arbítrio; não constitui privilégio para ninguém; a todas as suas criaturas, sem exceção alguma, concede Deus igual liberdade de ação para progredirem; o próprio aniquilamento de um mundo, acarretando a destruição do corpo, nenhuma interrupção ocasionará à marcha progressiva do Espírito. Tais as conseqüências da pluralidade dos mundos e da pluralidade das existências. 
 Segundo essa interpretação, não é exata a qualificação de juízo final, pois que os Espíritos passam por análogas fieiras a cada renovação dos mundos por eles habitados, até que atinjam certo grau de perfeição. Não há, portanto, juízo final propriamente dito, mas juízos gerais em todas as épocas de renovação parcial ou total da população dos mundos, por efeito das quais se operam as grandes emigrações e imigrações de Espíritos. 

A doutrina de um juízo final, único e universal, pondo fim para sempre à Humanidade, repugna à razão, por implicar a inatividade de Deus, durante a eternidade que precedeu à eternidade da Terra e durante a eternidade que se seguirá à sua destruição. 
Que utilidade teriam então o Sol, a Lua e as estrelas que, segundo a Gênese, foram feitos para iluminar o mundo? Causa espanto que tão imensa obra se haja produzido para tão pouco tempo e a benefício de seres votados de antemão, em sua maioria, aos suplícios eternos. Materialmente, a ideia de um julgamento único seria, até certo ponto, admissível para os que não procuram a razão das coisas, quando se cria que a Humanidade toda se achava concentrada na Terra e que para seus habitantes fora feito tudo o que o Universo contém. É, porém, inadmissível, desde que se sabe que há milhares de milhares de mundos semelhantes, que perpetuam as Humanidades pela eternidade em fora e entre as quais a Terra é dos menos consideráveis, simples ponto imperceptível.  
 O juízo, pelo processo da emigração, conforme ficou explicado acima, é racional; funda-se na mais rigorosa justiça, visto que conserva para o Espírito, eternamente, o seu livre-arbítrio; não constitui privilégio para ninguém; a todas as suas criaturas, sem exceção alguma, concede Deus igual liberdade de ação para progredirem; o próprio aniquilamento de um mundo, acarretando a destruição do corpo, nenhuma interrupção ocasionará à marcha progressiva do Espírito. Tais as conseqüências da pluralidade dos mundos e da pluralidade das existências. 
 Segundo essa interpretação, não é exata a qualificação de juízo final, pois que os Espíritos passam por análogas fieiras a cada renovação dos mundos por eles habitados, até que atinjam certo grau de perfeição. Não há, portanto, juízo final propriamente dito, mas juízos gerais em todas as épocas de renovação parcial ou total da população dos mundos, por efeito das quais se operam as grandes emigrações e imigrações de Espíritos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Bem vinda Primavera


Primavera é quando, num pedacinho da Terra, as flores se abrem, o sol fica mais forte e a vida fica mais alegre. Quando, num canto da Terra se faz primavera, nos outros cantos se faz verão, inverno e outono. Das quatro estações, a primavera é a mais bonita, porque colore a terra, perfuma o ar e contagia os corações sensíveis com sua alegria. A primavera é uma boa época para renovar o espírito, assim como as flores se renovam. E de colher os frutos e semear a terra. Semear a terra sempre, pois isso significa mantê-la sempre fértil. E de terra fértil, sempre brota a vida. Bom seria se a primavera acontecesse o tempo todo, em todos os corações humanos, florescendo, enfim, na forma de atos, palavras e pensamentos, sempre positivos. Se cada ser vivente fosse como uma flor, bela, pura e cheirosa, toda a Terra viveria uma eterna primavera. Depende de cada um fazer do próprio coração a terra, semeá-lo e cuidá-lo para cultivar o espírito da primavera, todo o tempo, em qualquer estação. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Conte comigo


Conte comigo, mesmo sem contar a mim tanta coisa que lhe pesa no coração, que lhe amargura e resseca o fundo d'alma. Conte, nas horas mais abandonadas da vida, quando o olhar, vagando em derredor, só divisar deserto. 
Conte comigo, mesmo sem vontade de contar com ninguém ou certo de que não vale a pena contar com mais ninguém, nesta vida.
 Conte comigo, devagarzinho, deixando que a boa vontade vá dizendo, sem nada forçar, à medida em que acreditar. 
Conte, durante as agonias, que, de um tempo para cá, não deixam em paz seu cansado coração, pois o bom da vida consiste em encontrar um amigo.
 Conte, nas horas inesperadas, quando as tempestades despregam repentinas e tombam por cima da sua cabeça triste. 
Conte comigo, para re-aprender a cantar, durante a vida, e a viver de serenas e pequeninas felicidades. Conte comigo, para eu ajudá-lo a ter rosto bom e quieto, ao menos na presença dos filhinhos menores, que vivem dos rostos abertos. 
Conte, para auxiliá-lo no amargo carregamento da cruz. Conte comigo, para ficar sabendo, de experiência, que há na vida muita coisa linda, coisa escondida, prêmio de quem se venceu na dor. 
Conte, para triunfar, no ritmo vagaroso do dever, na cadência da paz diária, aprendendo a teimar com as teimas da vida madrasta. 
Conte, que são largos os caminhos da vida, esperando os passos duplos de dois amigos que vão, na direção da conversa. Conte comigo, para saber olhar ao alto, buscando a face de um Pai. 
Conte, mesmo para não se entregar aos desânimos e desencantos, de quem anda cheia da vida, do começo ao fim. Conte comigo, que venceremos juntos, anjo da guarda com seu pupilo.
 Conte, que a vida tem ser bela, criando nós as belezas, de dentro para fora, obrigação do coração, missão da Fé. Conte comigo, conte sempre, teimando com você mesmo, que não quer saber de mais nada, ofendido que foi, descrente que anda. 
Conte quando, olhando para a frente, não sente vontade de andar; olhando para trás, tem medo do caminho que andou. Conte comigo, para que tenha valor e beleza cada passo seu, cada dia da vida, cada hora dentro de cada dia.
 Conte, conte mesmo, sabendo que Deus me deu a missão de fazer companhia aos desacompanhados corações dos homens. 

Autor: ALLAN KARDEC

Necessário e Dispensável

O consumismo atual responde por muitos problemas. 
As indústrias do supérfluo apresentam no mercado da vacuidade um sem-número de produtos desnecessários, que aturdem os indivíduos. 
Estimulados pela propaganda bem elaborada, desejam comprar, mesmo sem poder, o que vêem, o que lhes é apresentado, numa volúpia crescente. 
Objetos e máquinas que são o último modelo, em pouco tempo passam para o penúltimo lugar, até ficarem esquecidos em armários ou depósitos de coisas sem valor. 
No entanto, se não fossem adquiridos, naquela ocasião, a vida perderia o sentido para quem os não comprasse. Consumismo é fantasia, transferência do necessário para o secundário. 
O consumidor que não reflete antes de adquirir, termina consumido pelas dívidas que o atormentam. 
Muita gente faz compras, por mecanismos de evasão. Insatisfeitas consigo mesmas, fogem adquirindo coisas mortas, e mais se perturbando. Enquanto grande número de indivíduos se afogam no oceano do supérfluo, multidões inteiras não possuem o indispensável para uma vida digna. Abarrotados, uns, com coisas nenhumas, e outros vitimados por terrível escassez. 
São os paradoxos do século e do comportamento materialista-utilitarista da atualidade. 
Confere a necessidade legítima, antes de te permitires o consumismo. Coisas de fora não equacionam estados íntimos. Distraem a tensão por um momento, sem que operem real modificação interior.
 Quando o excesso te visite, reparte-o com a escassez ao teu lado. Controla e dirige a tua vontade, a fim de não seres uma vítima a mais do tormento consumista.

A arte de ouvir


Onde quer que te encontres, de uma ou de outra forma, despertarás o interesse de alguém. Algumas pessoas poderão arrolar-te como antipático e até buscarão hostilizar-te. Outras se interessarão por saber quem és e o que fazes. Inúmeras, no entanto, te falarão, intentando um relacionamento fraterno. Cada qual sintonizará contigo dentro do campo emocional em que estagia. Como há carência de amigos e abundância de problemas, as criaturas andam a cata de quem as ouça, ansiando por encontrar compreensão. Em razão disso, todos falam, às vezes simultaneamente. Concede, a quem chega, a honra de o ouvir. Não te apresses em cumulá-lo de informações, talvez desinteressantes para ele. Silencia e ouve. Não aparentes saber tudo, estar por dentro de todos os acontecimentos. Nada mais desagradável e descortês do que a pessoa que toma a palavra de outrem e conclui-lhe a narração, nem sempre corretamente. Sê gentil, facultando que o ansioso sintonize com a tua cordialidade e descarregue a tensão, o sofrimento... No momento próprio, fala, com naturalidade, sem a falsa postura de intocável ou sem problema. A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar. 

Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia Divaldo Pereira Franco 
Livro: Episódios Diários

Trabalho é a lei da vida

O trabalho é lei da vida. Na natureza tudo trabalha... Trabalham os vermes na intimidade da terra, tornando-a fofa e produzindo o humus nutriente para alimentar as plantas. Trabalham os pássaros, na construção dos próprios ninhos e na disseminação do pólem das flores. 
 Trabalham as flores, doando seu perfume ao ar e permitindo o nascimento dos frutos. 
 Trabalham os insetos, polinizando as flores e desempenhando a parte que lhes cabe na estrutura do ecossistema. 
 Trabalham também os rios, fertilizando o solo e dessedentando homens e animais. 
 Trabalham as nuvens, fornecendo a chuva que rega as plantas e purifica a atmosfera. 
 Trabalham as árvores, abrindo seus galhos quais braços fraternos, acolhendo os ninhos e fazendo sombra na caminhada dos homens. 
 Trabalha igualmente o Sol, estrela incansável que jamais deixa de estender seus raios quentes, espancando as trevas e favorecendo a vida. 
 Trabalha a Lua, controlando as marés e deslumbrando os olhares apaixonados dos namorados, que sonham um dia poder oferecê-la a alguém em nome do amor. 
 Trabalham os oceanos, abrigando na intimidade várias formas de vida e transportando, em suas ondas, as embarcações, permitindo a ligação entre os Continentes. Trabalha também o vento, acariciando com igual doçura os carvalhos gigantes e as pequeninas hastes da relva. Tudo em a natureza trabalha... 
 E trabalham também os homens... 
Quem aceitaria, de boa vontade, ser um caniço mudo e surdo quando tudo o mais canta em uníssono? 
 Mas todo trabalho é vazio, exceto quando há amor... 
É pelo trabalho que nos unimos a nós mesmos, unindo-nos uns aos outros e a Deus. 
 E o que é trabalhar com amor? 
 É tecer o tecido com fios desfiados do nosso próprio coração, como se nosso bem-amado fosse usar esse tecido. É construir uma casa com afeição, como se nosso bem-amado fosse habitar essa casa. 
 É semear as sementes com ternura e recolher a colheita com alegria, como se nosso bem-amado fosse comer os frutos. 
 É por em todas as coisas que fazemos um sopro da nossa alma... 
 Quando trabalhamos com amor, somos como uma flauta através da qual o murmúrio das horas se transforma em suave melodia, espalhando notas de alegria no ar, contagiando tudo o que nos rodeiam. 
 A câmara fotográfica nos revela por fora, mas o trabalho nos retrata por dentro. 
 Em tudo aquilo que façamos, na atividade que o Senhor nos haja oferecido, estamos colocando nosso retrato, nossa marca registrada. E quando o trabalhador converte o trabalho em alegria, o trabalho se transforma na alegria do trabalhador. Pensemos nisso!

sábado, 2 de julho de 2016

Aborto - Direito ou Crime?


O primeiro dos direitos naturais do homem é o direito de viver. O primeiro dever é defender e proteger o seu primeiro direito: a vida.
 O mais elementar direito humano é o de nascer. Os outros liberdade, educação, saúde, trabalho, justiça, cidadania... só ganham sentido se houver o ser humano para desfrutá-los. Cercear o direito à vida é negar todos os demais. 
 A Humanidade se divide na hora de definir em qual momento a vida tem início. 
Seria na concepção? Seria antes? Seria depois ? 
Em torno desta divergência surge a dúvida sobre a legitimidade do aborto. 
Grupos pró e contra levantam suas bandeiras, centrados no foco de seus respectivos interesses. 
 Há posições das diversas ciências como psicologia, antropologia, medicina.
 Há postulados morais e religiosos. 
Há as diferentes correntes sócio-políticas. 
 No meio desta Babel, fomos buscar informações com o Grupo Arte-Nascente, jovens que se dedicam à pesquisa do assunto e a ações de valorização da vida. 

 O BRASIL E O ABORTO 
 O Brasil é o país mais cristão do mundo. 
A quase totalidade de sua população está distribuída entre os segmentos católico, evangélico e espírita. No entanto, carrega um troféu nada lisonjeiro, frontalmente contrário aos princípios cristãos: é o campeão mundial do aborto, onde a taxa de interrupção supera a taxa de nascimento. 
A cada hora, 168 crianças deixam de nascer. Cerca de 30% dos leitos hospitalares reservados à Ginecologia e Obstetrícia são ocupados por pacientes sofrendo conseqüências de abortos provocados. Embora haja mulheres de todas as idades e condições sócio-econômicas variadas, a maioria é de adolescentes, despreparadas para assumir a maternidade ou apavoradas com a reação dos pais e da sociedade. 
 Esta situação fez surgir no país grupos dispostos a legalizar o aborto, torná-lo fácil, acessível, higiênico, juridicamente correto.
 Os argumentos são os mais diversos: o direito da mulher sobre o seu próprio corpo, as condições sócio-econômicas para educar um filho, a violência sexual contra a mulher, problemas de má formação fetal, gravidez indesejada, rejeição do filho pelo pai, e as más condições em que são realizados os abortos clandestinos. 
 No Congresso Nacional há um projeto de lei PL 20/91, favorável ao atendimento do aborto legal pelo Sistema Único de Saúde. Em contrapartida houve um projeto de emenda constitucional PEC 25AJ95 que pretendeu incluir no texto da Constituição o direito à vida "desde a sua concepção". 
 Num universo de 524 deputados, apenas 32 foram favoráveis. Os demais foram contra ou se omitiram.
 Os grupos pró-aborto acreditam que estão agindo da forma correta e que defendem a vida. Talvez estivessem, se o feto fosse apenas um apêndice do corpo. 

 A VOZ DA CIÊNCIA 
 A verdade como sempre, vem da Espiritualidade Superior, manifestada nas várias religiões, e depois é confirmada pela Ciência, voz capaz de convencer ao mais incrédulo ser. 
 É o que está acontecendo em relação à concepção e ao aborto. 
Os inúmeros relatos mediúnicos, confirmam que o feto é uma vida cujo advento foi preparado minuciosamente por tecnologia ainda muito além da compreensão dos mais renomados cientistas. 
As condições do corpo, as condições de nascimento, tudo é preparado de forma adequada ao cumprimento do seu roteiro de provas, expiações e missões. Interromper a gravidez é impedir que o espírito evolua, que resgate seus débitos ou que cumpra missão de apoio à sua mãe e familiares, a quem está ligado há incontáveis encarnações. 
As conseqüências são negativas, desarticulando a saúde física da mãe e desequilibrando ambos os espíritos. 
 Para confirmar estes fatos ou aprofundar a análise, o leitor poderá recorrer às obras de Kardec, Emmanuel, André Luiz e muitos outros, à disposições nas livrarias espíritas. 
 Estas afirmações estariam restritas ao campo filosófico-espiritual, se a ciência, ainda que tímida, não as confirmasse. Inúmeros estudos comprovam a existência de vida desde o momento da concepção: Brandley Patten, em seu livro "Human Embriology" explica que o zigoto, formado pelo espermatozóide e o óvulo, é um ser humano, um novo indivíduo dotado de vida nova e pessoal. "O feto não é apenas uma massa celular viva, nem um simples pedaço do corpo da mãe, mas um ente autônomo que depende da alimentação materna." Jérome Lejune, especialista em genética fundamental afirma "a vida começa na fecundação. 
Quando os 23 cromossomos masculinos transportados pelo espermatozóide se encontra com os 23 cromossomos do óvulo da mulher, todos os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco do início da vida. Daí para frente, qualquer método artificial para destruí-lo é um assassinato." E. Nathanson, ginecologista, ex-diretor da maior clínica abortiva do mundo, apresentou declarações, referentes ao aborto, defendendo a condição humana do feto. "Talvez alguns pensem que antes de meus estudos devia saber, já que era médico e, ademais, ginecologista, que o ser concebido é uma criatura humana... Efetivamente, eu sabia, porém não havia comprovado eu mesmo e de modo científico... hoje, com técnicas modernas se pode tratar dentro do útero muitas enfermidades, e também efetuar até cinqüenta espécies de operações cirúrgicas. São estes os argumentos científicos que mudaram o meu modo de pensar, e este até agora o meu argumento.
 Se o ser concebido é um paciente a quem se pode tratar até cirurgicamente, então é uma pessoa e se é uma pessoa, tem direito à vida e também tem direito a que nós, médicos e pais, procuremos conservá-la." 
Quem já teve oportunidade de assistir a filmes intra-uterinos dos processos abortivos verificou o silencioso terror dos fetos e sua desesperada luta para sobreviver. São filmes muito mais impressionantes que aqueles que retratam a violência, os assassinatos espetaculares tão ao gosto do Homem do Século XX. Por si só, convencem sobre a realidade da vida, a partir da concepção. Num ponto, Ciência e Religião já caminham juntas: em raríssimos casos, o aborto pode ser aceito, se a gravidez oferece risco à vida da mãe. Neste caso é preciso optar pelo ser que existe há mais tempo e que se encontra em plena tarefa evolutiva.
Neste caso, a Espiritualidade aplica recursos que permitam ao espírito do filho desligar-se da mãe de maneira menos traumática possível e aguardar urna nova oportunidade de reencarnar-se. 
Vale ressaltar que nem mesmo no caso de estupro, o aborto é aceito. Se a mãe não tiver condições de criar o filho, por motivos psicológicos, econômicos ou outros, melhor é entregá-lo à adoção, se possível a familiares. 

 QUAL É A SOLUÇÃO? 
 O respeito à vida, desde que se inicia é fundamental. 
O acaso não existe, portanto, mulher nenhuma engravida por acaso. 
O espírito que a ela se liga, no momento da concepção, é alguém que depende dela para crescer, educar-se, evoluir. 
 O assunto porém, não está afeto apenas à mulher. O pai tem sua parcela de responsabilidade e deve apoiar a ambos, mãe e filho. Hoje, graças aos testes de DNA, dificilmente alguém poderá fugir a esta responsabilidade. 
 A sociedade também tem preponderante papel neste caso. Em lugar de apoiar o aborto, discriminar a mãe solteira, incentivar a excessiva liberdade sexual e aceitar passivamente que milhões de homens rejeitem seus filhos, nascidos de ligações lícitas e ilícitas, deve assumir outras ações mais eficientes. 
 A primeira delas é o incentivo à educação dos jovens sobre métodos de planejamento familiar, saúde sexual e suas implicações morais. Cientistas, políticos, educadores e comunicadores podem, e devem, reavaliar suas ações em relação ao aborto, a partir do reconhecimento que ele é um assassinato, e como tal deve ser combatido. Até agora, os órgãos governamentais e a mídia tem tratado os problemas sociais, combatendo apenas o efeito. Um exemplo é o gasto de milhões de reais em confecção e distribuição de preservativos bem como a veiculação de peças publicitárias paliativas e inócuas. Centrar as ações na remoção das causas será gratificante. 
O apoio aos pais carentes, através de política de combate aos males sociais como desemprego, falta de acesso à educação e saúde, aliado a intensa campanha de informação, são caminhos a tomar. 
 Os resultados não serão imediatos. Mas se houver a participação de cada um, em seu respectivo campo de ação, as soluções surgirão ao longo dos anos. 
Gradativamente, o aborto deixará de ser uma prática comum para tornar-se medida de exceção, somente utilizada em caso de risco de vida. 
 Nossa esperança é que as gerações futuras conheçam o aborto como hoje conhecemos a guilhotina: um primitivo meio de execução, perdido na memória dos tempos.

 Revista Espírita Allan Kardec. Edição de Nº 32.

Na hora da crise

Na hora da crise, emudece os lábios e ouve as vozes que falam, inarticuladas, no imo de ti mesmo. Perceberás, distintamente, o conflito. 
É o passado que teima em ficar e o presente que anseia pelo futuro. É o cárcere e a libertação. 
 A sombra e a luz. A dívida e a esperança. É o que foi e o que deve ser. 
Na essência, é o mundo e o Cristo no coração. 
Grita o mundo pelo verbo dos amigos e dos adversários, na Terra e além da Terra. 
Adverte o Cristo, através da responsabilidade que nos vibra na consciência. 
Diz o mundo: acomoda-te como puderes. 
Pede o Cristo: levanta-te e anda. 
Diz o mundo: faze o que desejas.
Pede o Cristo: não peques mais. 
Diz o mundo: destrói os opositores. 
Pede o Cristo: ama os teus inimigos. 
Diz o mundo: renega os que te incomodem. 
Pede o Cristo: ao que te exija mil passos, caminha com ele dois mil. 
Diz o mundo: apega-te à posse. 
Pede o Cristo: ao que te rogue a túnica cede também a capa. 
Diz o mundo: fere a quem te fere. 
Pede o Cristo: perdoa sempre. 
Diz o mundo: descansa e goza. 
Pede o Cristo: avança enquanto tens luz. 
Diz o mundo: censura como quiseres. 
Pede o Cristo: não condenes.
Diz o mundo: não repares os meios para alcançar os fins. 
Diz o Cristo: serás medido pela medida que aplicares aos outros. 
Diz o mundo: aborrece os que te aborreçam. 
Pede o Cristo: ora pelos que te perseguem e caluniam. 
Diz o mundo: acumula ouro e poder para que te faças temido.
Diz o Cristo: provavelmente nesta noite pedirão tua alma e o que amontoaste para quem será?
Obsessão é também problema de sintonia. 
O ouvido que escuta reflete a boca que fala. 
O olho que algo vê assemelha-se, de algum modo, à coisa vista. Não precisas, assim, sofrer longas hesitações nas horas de tempestade. 
Se realmente procuras caminho justo, ouçamos o Cristo, e a palavra dele, por bússola infalível, traçar-nos-á rumo certo. 

Chico Xavier. Religião dos Espíritos. 
Pelo Espírito Emmanuel. 

Tudo passa, com Chico Xavier (vídeo)


Saibamos confiar

"Não andeis, pois, inquietos." Jesus. (MATEUS, 6:31.) 
 Jesus não recomenda a indiferença ou a irresponsabilidade. O Mestre, que preconizou a oração e a vigilância, não aconselharia a despreocupação do discípulo ante o acervo do serviço a fazer. Pede apenas combate ao pessimismo crônico. Claro que nos achamos a pleno trabalho, na lavoura do Senhor, dentro da ordem natural que nos rege a própria ascensão. 
 Ainda nos defrontaremos, inúmeras vezes, com pântanos e desertos, espinheiros e animais daninhos. Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar no Divino Poder que nos dirige. 
Em todos os lugares, há derrotistas intransigentes. Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o Sol fulgura no zênite. Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas. Marcham atormentados por desconfianças atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colaboração produtiva em qualquer serviço nobre. 
 Aflitos e angustiados, desorientam-se a propósito de mínimos obstáculos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento à cor negra para que a mente do próximo lhes partilhe a sombra interior. 
 Na Terra, Jesus é o Senhor que se fez servo de todos, por amor, e tem esperado nossa contribuição na oficina dos séculos. A confiança dEle abrange as eras, sua experiência abarca as civilizações, seu devotamento nos envolve há milênios... Em razão disso, como adotar a aflição e o desespero, se estamos apenas começando a ser úteis?

Chico Xavier. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel.

Qualidade da prece


Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa. Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. 
 (S. MATEUS, cap. VI, vv., 5 a 8.) 
 Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não vos perdoará os pecados.
 (S. MARCOS, cap. XI, vv. 25 e 26.)
 Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. O fariseu, conservando-se de pé, orava assim, consigo mesmo: Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo. O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador. Declaro-vos que este voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. 
 (S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 9 a 14.) 
 Jesus definiu claramente as qualidades da prece. Quando orardes, diz ele, não vos ponhais em evidência; antes, orai em secreto. Não afeteis orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que sereis escutados, mas pela sinceridade delas. Antes de orardes, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, visto que a prece não pode ser agradável a Deus, se não parte de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu. Examinai os vossos defeitos, não as vossas qualidades e, se vos comparardes aos outros, procurai o que há em vós de mau. (Cap. X, n.7 e n.8.)

Reflexão com Padre Fábio de Melo



A paciência

A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu. 
Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. 
A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência. 
 A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. 
O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte. Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. 

Um Espírito amigo. (Havre, 1862.) Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 9.